Em
Terras de Braga

2023/01/23

PCP Braga considera que Plano Ferroviário Nacional está “muito longe” de responder às necessidades do distrito

Concelho

A Direção da Organização Regional de Braga do PCP considera que o Plano Ferroviário Nacional (PFN), que o Governo colocou em discussão pública, apresenta as “mesmas opções, insuficiências e erros que têm conduzido a gritantes atrasos, e até retrocessos, no transporte ferroviário nacional”.

O partido refirma as posições assumidas anteriormente e apresentadas pelo Comité Central em encontro com os jornalistas, em Lisboa.

O PFN, resumem os comunistas bracarenses, “está muito longe de corresponder às necessidades de desenvolvimento da região de Braga, limitando-se a adiantar intenções mais ou menos abstratas, com datas longínquas ou mesmo sem data, sem prioridades ou calendário, e sem qualquer investimento no reforço da ferrovia para deslocações intra-região”.

“Faltam-lhe comboios, sobre os quais nada planifica, e sem os quais nada funciona. Faltam-lhe ferroviários: pois rigorosamente nada é dito sobre os trabalhadores, sobre a necessidade da sua formação e valorização. Falta-lhe uma visão que integre e articule o transporte ferroviário com a restante rede de transportes e infra-estruturas estratégicas”, diz o PCP.

É também, acrescenta, “um Plano que também não aborda as questões do preço do serviço, decisivo para estimar a procura e dimensionar a oferta”.

“Relativamente à região de Braga, para efeitos práticos e em síntese, a proposta de PFN adianta pouco mais do que autocarros, abdicando da expansão da malha ferroviária nas deslocações intra-região”, critica.

“EXEMPLOS EVIDENTES”

O PCP apresenta como “exemplo mais evidente” a ligação entre Braga e Guimarães: “[o PFN] aborda esta ligação necessária e viável como um investimento a não realizar, quando 350 mil habitantes nestes dois concelhos num distrito com 850 mil justificam claramente o fecho da malha com ligação ferroviária direta e extensível a Barcelos e Famalicão, na qual o transporte coletivo rodoviário deve rebater, na perspetiva da complementaridade multimodal.

Já sobre a ligação ferroviária entre Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão e Barcelos, os concelhos do Quadrilátero Urbano, “reivindicação antiga das populações”, o partido critica a opção em “abdicar da ligação ferroviária e colocar autocarros em via dedicada! [BRT]”.

Sobre a ligação ferroviária a Fafe, desativada há anos, e também reivindicada pela população, os comunistas criticam que o documento do Governo se limite a uma “referência vaga” de que os troços desativados de antiga linha férrea podem ser reaproveitados para um novo sistema de mobilidade ligeira.

“Ou seja, não há uma proposta em concreto e a hipótese adiantada exclui retoma da ligação ferroviária, que o PCP admite poder assumir outro traçado mais correspondente à realidade atual”, dizem os comunistas do distrito de Braga, que lamentam ainda que nada seja dito sobre as ligações ferroviárias a outros concelhos da região atualmente sem ligação.

 

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