Estes são os primeiros resultados de um projeto que está no terreno e que aponta para que os achados remontem ao século V.
Segundo a arqueóloga e professora do Departamento de História do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, Fernanda Magalhães, foram encontrados elementos “que podem estar associados a um altar”. “Trata-se de um edifício que vai pelo menos desde o século V até à atualidade e que é mais antigo do que a Sé de Braga”, explicou ontem a responsável durante a apresentação dos resultados preliminares, que decorreu na Casa do Conhecimento, no Largo do Paço, integrada na programação da Braga Romana.
Esta apresentação decorreu no âmbito de uma mesa-redonda, subordinada ao tema ‘Oportunidades e Desafios da Arqueologia Urbana’, e reuniu especialistas da arqueologia e do património histórico de Portugal e Espanha.
O projeto de arquitetura da obra foi reformulado, suportado pela entidade privada, de forma a integrar os vestígios arqueológicos encontrados e é coordenado pela equipa da unidade de Arqueologia da UMinho, que conta com parceiros internacionais como a Universidade da Corunha e a Universidade Rovira, Virgil.
Ricardo Rio, presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, destacou o “empenho do proprietário em contribuir para a valorização deste legado”, sublinhando que Braga fica feliz por ver o seu passado a ser mais uma vez enriquecido com vestígios que vão poder ser visitados numa lógica de musealização. Esta é mais uma peça num puzzle muito alargado e cada vez mais extenso”, referiu, na sessão que contou ainda com a presença do Reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro.
O Autarca sublinhou que este é um ano “especialmente bom” para a arqueologia da Cidade, destacando a intervenção em curso no Convento S. Francisco, o início do processo para a musealização da Ínsua das Carvalheiras e os projetos de valorização do Museu D. Diogo de Sousa.